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Resenha - A Comissão Chapeleira

A Comissão Chapeleira, livro 2 da saga A Arma Escarlate nos promete uma história cheia de reviravoltas e emoções a flor da pele, além claro de um pouco de ódio ao protagonista principal. 
Bom. Terminei de ler, ódio ao protagonista tive, reviravoltas tiveram muitas, mas emoções a flor da pele, hum! Acredito que foi mais que isso, este livro não te provoca paixão é amor de verdade. 
Segue sinopse abaixo:
A Comissão Chapeleira - Atormentados pelos crimes que cometeu em seu primeiro ano como bruxo, tudo que Hugo mais queria naquele início de 1998 era paz de espírito, para que pudesse ao menos tentar ser uma pessoa melhor. Porém, sua paz é interrompida quando uma comissão truculenta do governo invade o Rio de Janeiro, ameaçando uniformizar todo o comportamento, calar toda a dissensão, e Hugo não é o único com segredos a esconder.
Para combater um inimigo inteligente e sedutor como o temido Alto Comissário, no entanto, será necessário muito mais do que apenas magia. Será preciso caráter. Mas o medo paralisa, o poder fascina, e entre lutar por seus amigos, ou lutar por si próprio, Hugo terá de enfrentar uma batalha muito maior do que imaginava. Uma batalha com sua própria consciência.

Para quem não leu ainda a Arma Escarlate, tenho que dizer que o personagem principal não é o que estamos acostumados. Ao contrário da maioria, Idá mais conhecido como Hugo é tudo menos o mais querido e amado. Atormentando por tudo que enfrentou e causou no primeiro livro nos deparamos com um personagem com grande mudanças de comportamento, mas também com muitos defeitos que continuam encrustados nele. A partir da primeira página somos transportados para o mundo bruxo brasileiro com toda a sua elegância e perspicácia e acima de tudo nos identificamos com cada um dos personagens que nos é apresentado. 
A Renata visa muito esta quebra de preconceitos do povo para o próprio povo, então conhecemos varias culturas a partir deste livro. Somos apresentados a Bahia com toda a sua formosura, defeitos e majestade(onde moro, minha terra), aprendemos mais sobre o sotaque mineirense e gaúcho, conhecemos as dunas do Maranhão e temos personagens importantes de diversas regiões do Brasil até do queridissimo Acre que é esquecido por tantas pessoas. Resumindo, viajamos pelo Brasil em busca do que é nosso por direito e além de tudo vivemos uma estória mais que especial. 
O preconceito não tem vez na Comissão Chapeleira. 
Continua os mesmos personagens claro, com uma boa dose de amadurecimento e aprendizado além de novos personagens para amar e odiar. 
Lembro que no primeiro livro o final foi super apreensivo e tenso, neste segundo foi diferente(não posso contar é spoiler), mas a verdade é que terminei com um sorriso no rosto mesmo depois de ter suado tanto pelos olhos ao decorrer das páginas. 
Procurando em outras resenhas encontrei muitas frases estilo "Um livro macabro" ou então "Uma escritora sem coração". Eu particularmente não vi nada disso, o livro não é só bom, ele é ótimo e olhe que não sou masoquista. Mexe muito com a gente mas todo o aprendizado é doloroso e este livro é uma aula. Uma das melhores que já tive. 
Muito bem diagramado e escrito em terceira pessoa, para comprar é só clicar neste link aqui.
Lançado pela Novo Século, A Comissão Chapeleira entrou pro rol dos melhores livros que já li. 


Um xero. 

Indicação e Perfil - Renata Ventura

Renata Ventura escritora, jornalista rainha de todas os escarlatinos e escarlatinas esse ano fez 30 anos no dia 22 de março. Ai você me pergunta o que é que tem a idade dela? Ai eu digo, concordo a idade dela não tem nada demais mais eu não sabia como iniciar este post então comecei assim. Ha ha. 
Ela é a criadora dos livros A Arma Escarlate e A Comissão chapeleira. Todos dois publicados pela Novo Século Editora.
Rainha de todos os bruxos brasileiros a Renata inovou e ousou em reinventar a nosso famoso e querido  mundo da Jk Rowling. 
Para alguns pode até ser um insulto mexer e criar um brasileiríssimo mundo de bruxaria, confesso que pensei desta forma quando encontrei o livro mas sempre é bom arriscar. A vida é feita de riscos meu povo. Mas vamos fazer um "Xô preconceito". 
Hugo, personagem principal da história é um famoso anti-herói, criado e moldado pela favelas por todas as dificuldades que uma pessoa pode passar. A Renata conseguiu neste livro que eu odiasse o personagem e ficasse com a louca vontade ler ate o fim. 
Tem Personagem Engraçado.
Tem personagens emocionantes.

Tem personagens malvados.
E odiáveis?



Perceberam? Tem de tudo nesta historia literalmente fantástica. 
Além de tudo isso a Renata é daquelas pessoas que é melhor que lasanha, olha ela aqui:


E os livros dela:




Para contatar e participar dos grupos é só entrar nestes links abaixo:



Um xero.

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